quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Um dia de cada vez

Nesses últimos dias eu tenho andado bem triste. Um dia meu gatinho simplesmente sumiu. Para quem tem ou já teve um animalzinho de estimação sabe que nós nos apegamos tanto a ele que passamos a tratar como membro da família.

Max, o meu gatinho, me fazia companhia em todos os momentos. Quando eu estava vendo TV, quando eu estava lendo, quando eu estava arrumando a casa... Quando eu saia ele me acompanhava até a porta. E quando eu chegava em casa ele estava me esperando. Menos um dia, quando cheguei em casa e ele não estava. Desse dia em diante eu fico chorando e olhando no quintal esperando que ele volte.

E diante de um turbilhão de sentimentos, que para alguns pode parecer uma tremenda bobagem, descobri que o mais difícil é não ficar culpando Deus e o mundo.

É normal do ser humano ficar buscando um culpado diante dos problemas. É o mecanismo do homem encontrar um culpado para poder despachar toda a sua raiva.

Depois de fazer o que estava ao meu alcance para encontrar o Max, decidi fazer diferente. Escolhi me concentrar nos meu sentimentos, em mim mesma. Decidi não culpar ninguém, nem nada. O que é difícil demais. Confesso que se eu fosse fazer uma lista de culpas pelo que aconteceu, seria grande. Mas me neguei a fazer isso e estou como os frequentadores do AA, vivendo um dia de cada vez. Assim não deixo que a raiva me inunde, nem que por isso eu acabe tendo atitudes irracionais.

Agora o que fico pensando é na possibilidade de alguém me devolver ele, ou que ele volte. E aos poucos estou voltando a sorrir mais.

E que tal você tentar fazer o mesmo? Ao invés de procurar culpados por seus problemas, que tal se concentrar nos seus sentimentos?
Tente!

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